terça-feira, 25 de janeiro de 2011

DISCUSSÕES FILOSÓFICAS NIILISTAS (HÁ!) #02 Sobre protagonistas de 20


De volta com mais um “post-discussão”, aqueles nos quais eu falo sobre assuntos aleatórios porque não consegui acabar o livro que estou lendo no momento e, portanto, não tenho resenha para postar (mas, bem, vocês já desconfiavam disso, não?). Por outro lado, fomentar discussões nos comentários foi um dos principais motivos para eu ter criado um blog (e pela milésima vez, eu sei que para isso era mais fácil ter criado um “fórum”), pelo que sim, esse é o meu tipo de post favorito de todo o universo!

 Que, só para constar, ainda será meu. Muahaha.

Bem, uma última consideração inicial a ser feita: a discussão de hoje é completa e descaradamente inspirada nesse texto, que eu tive o prazer de encontrar no blog In Which a Girl Reads. Vamos lá!

Porque eu, em meus 20 anos, tenho que ser obrigada (por falta de opção) a comprar livros cujas protagonistas estão na faixa dos 15 ou então passaram da marca dos 30? E porque se espera que eu me identifique com elas? “Sim, o divórcio deve ser um processo difícil” ou “Ah, que triste, o garoto mais lindo-e-popular-da-sala-e-jogador-de-futebol-americano nem olha para a pobre (insira um nome qualquer aqui)” – Sinceramente? Eu não me importo. Nada, nadica, zero. Isso tudo é tão distante do que eu vivo, dos meus interesses e das minhas preocupações, que o divórcio de Anna ou os surtos de Sarah, que tem certeza não haver nada melhor que os anos do colegial, não despertam em mim um pingo de empatia. E eu sei que não estou sozinha nessa. 

  "I'm not a girl, not yet a woman" - Britney antevendo essa crise das protagonistas de YA já no início da última década.

Então, para deixar claro: não é que eu não goste de ler sobre personagens fora da minha faixa etária. Não é isso que determina para mim o quanto uma estória é boa.  A questão é que eu gostaria muito de poder ler sobre gente da minha idade. Os leitores de outras faixas etárias também, tenho certeza, adorariam a experiência de, uma vez ou outra, ver dilemas um pouco diferentes daqueles que eles estão acostumados a viver e a ler a respeito. Há vida para além de (ou, melhor, entre) Mia Thermopolis e Bridget Jones!

Fala-se tanto sobre “as dores de crescer” nos livros (num tipo de estória que os americanos chamam de coming of age), mas em geral isso fica restrito ao “ir de criança a adolescente”, e não de “adolescente a (pseudo) adulto”. E as dores de crescer nessa idade são, garanto a todos com menos de 18 anos que lêem isso, muito mais divertidas e dolorosas do que quando você teve um “estirão” e mudou de voz (se você for homem, claro, senão isso seria muito esquisito).

A verdade é que ter mais de 18 anos (e menos de 25) não é fácil! Os adolescentes te vêem como um adulto mais descolado que os adultos, enquanto que os adultos te vêem como um adolescente melhorado. Ou seja, ninguém (nem você) tem muita certeza de qual o seu lugar nas castas etárias da sociedade moderna, mas todo mundo garantiu que, caso você faça algo errado, já tenha idade suficiente para ir preso!

Portanto, nada mais injusto que as editoras decidirem te negar um filão literário próprio. Onde estão os direitos humanos dos “novos adultos”?  E porque se fala em “YA” (young adult, ou traduzindo, jovens adultos) para se referir a livros cujas personagens tem 15 anos? Porque com 15 anos você está LONGE da categoria adulto.
 Quando você, como eu e Scott Pilgrim, começar a se tornar um adulto, passará a se preocupar com coisas realmente importantes, como a adorável referência à roupa de raposa do Mario na image acima e quem apagou seu save file de Final Fantasy.


Aliás, isso me lembra coisas que sempre julguei absurdamente engraçadas em livros categorizados como YA: as personagens tendem a agir como sujeitos de 24 anos (ainda que um pouco imbecilizados), os pais são suprimidos da estória e as situações retratadas costumam estar algumas milhas náuticas distantes do cotidiano de alguém no ensino médio. O que me permite concluir que os autores desenvolvem personagens de 24 anos, mas as colocam num cenário de ensino médio, “dizem” que elas têm 15 e lhes conferem mentalidade de um neandertal (porque eu tive 15 anos um dia, e até onde me recordo, nunca fiz minha vida girar em torno de, sei lá, ser a garota mais popular da escola). 

Mas porque isso acontece? Será que as editoras acreditam que o livro é mais comercial quando retrata adolescentes no ensino médio, ainda que em estórias cuja ambientação na faculdade ou um pouco depois disso seria muito mais adequada? É possível que até alguns anos atrás se pensasse assim nas casas editoriais, mas hoje em dia isso não se sustenta mais. O público nessa faixa etária (18+) é um consumidor voraz, que nos últimos anos passou a se interessar cada vez mais por livros YA. Afinal, o pessoal que hoje está entrando numa fase da vida na qual você só tem férias 30 dias por ano (com sorte!) é o mesmo que no início da adolescência acompanhou o primeiro boom de lançamentos YA no Brasil. Parece-me, portanto, natural que haja um maior investimento, num futuro próximo, em livros que atendam a esse público mais crescido em sua infindável jornada em busca do vale encantado das personagens protagonistas verdadeiramente “jovens adultas”. 

Vamos cruzar os dedos!

Nota de utilidade pública: Houve poucas inscrições na promoção até agora. Assim, só para avisar. Então, de verdade, participe, porque suas chances de ganhar são boas.



19 comentários:

Cíntia Mara disse...

Menina, super concordo, viu?! Sempre achei estranho o termo YA para livros adolescentes.

Eu tenho 24 anos, sou uma jovem adulta, não? Já passei pelos "dilemas" da adolescência e primeiro amor, mas ainda não cheguei à fase em que as personagens questionam se fizeram a escolha certa na profissão/casamento e dão "aquela" guinada na vida. Quero personagens recém formadas, que estão em dúvida se fazem especialização ou mestrado. Que se dividem entre curtir a liberdade de viajar o mundo e embarcar num relacionamento estável. Entre o conforto da casa dos pais e a vontade de ter seu próprio cantinho.

Ok, acho que exagerei nos meus dramas, rsrs. Mas será que eu sou a única a passar por isso? Creio que não.

Bjos

Alessandra disse...

Concordo super com você!

Tá, eu sei que tenho só 17, mas esse ano já faço 18 e estou entrando nessa de crescer e ganhar responsabilidade (?). Devia ter mais personagens que nem eu, sabe? Que não passou no vestibular, tá procurando o primeiro emprego e tentando sair de casa :P

Foi por isso que eu meio que parei de ler os livros adolescentes. Nenhum dos personagens tinha nada a ver comigo :( E eu sou a pessoa mais aversa a popularidade que conheço :P Além de esquecerem que sim, existem pessoas com mais de 18 e menos de 30, esquecem que tem aqueles com 16, 17 com problemas maiores do que os garotos da escola.

E eu adoro os seus tópicos-fóruns, haha.

Beijos!

Niii disse...

Leka!
Me divirto com seus textos.
Principalmente com as imagens que exemplificam haha
Concordo com vc, apesar de curti bastante YA's(?) às vezes sinto falta da identificação com o meu momento e o da personagem!

ps: Enviei seu marcador onte, me avisa quando chegar

Bjs

Ni
Faz Parte...

Victor disse...

Leka, parece que você descobriu mais um dos milhares de problemas a serem atribuidos a YA generation ( Um caso de amor e ódio - um pouco mais do último do que do primeiro ). Eles sao legalzinhos, fazem a gente se divertir, mas tem uma penca de problemas. Mas, nao vamos chatear a vida de ninguém citando todos eles. Sobre o que você apontou, eu pensei em uma explicacao muito lógica : fuga da idade. Nao me chamem de machista, mas, é fato que as mulheres se importam com a idade mais do que os homens. Além disso, quem nao queria uma oportunidade de voltar a sua adolescencia e se sair melhor ( pegar quem nao teve coragem, dar a volta por cima, mandar a merda aquela animadora de torcida chata e, o principal, viver uma aventura surreal escapando de sua realidade chata ). Os livros YA, na minha opniao, trazem de volta a adolescencia além de retratar a mesma. É para nao só agradar o povo de 15, mas deixar o povo de 20 com vontade de voltar a ter 15. Ou mesmo babar pela adolescência perfeita que a protagonista teve - e como você disse, uma adolescencia mais experiente, pois elas pensam como já fossem crescidas.
Proponho que quando os YA chegarem a um nível insuportável, o exército de Lekatopia seja recrutado e recolha todos os exemplares do gênero. Para nao deixá-los sem ler, você separa alguns livros que gostar aqui no blog, entregando-os ao povo como indenizacao. Aí a fogueira de festa junina daquele ano pode ser feita a base de livros YA. Vou comer bolo de fubá vendo as cinzas de Bella e Edward, olha que beleza !

Beijos,

Victor

PS : estou para participar da promocao há algum tempo, mas o problema é que nao conhecia o blog leitora compulsiva e, comentar em metade de seus post vai exigir um tanto de tempo e dedicacao.

book disse...

Os adolescentes te vêem como um adulto mais descolado que os adultos, enquanto que os adultos te vêem como um adolescente melhorado.

Baah, ri horrores quando li isso! :D
Bem, não posso opinar muito já que tenho 15 anos haha, então é bem fácil para eu achar um livro em que me identifique com a protagonista... Apesar de que minha vida também não gira em torno de ser a mais popular ou namorar o jogador de futebol mais gato. >.<
Concordo que as editoras devem investir em um espaço para os livros para essa faixa etária! ^^
Afinal, é uma droga ler quando não nos identificamos nem um pouco com as personagens ou situações!
Amei Léka! *o*
Beijocas!


P.S: Er, desculpa a minha ignorância, mas o que é o "Preps" que você disse que eu tenho na minha estante e que perguntasse se é bom?? :S haha

Larissa Gaes disse...

Ri horrores com seus comentários.
Acho que as editoras REALMENTE DEVERIAM INVESTIR em YA DE VERDADE e COM CONTEUDO. *oremos* hahaha Por isso são poucos os YA's que são YA's (?) que eu gosto, que não é um monte de merda, por assim dizer.

PS: Oie, sou nova por aqui e adorei seu Blog. *-* To participando da promo, vou tentar comentar na maioria dos post, bjs :*

danamartins disse...

Também sinto falta de algo pra essa idade. O dinheiro não devia atrapalhar tanto...

Em vez do que o Victor disse, acho que a conclusão mais lógica é por causa do que acontece no período. Veja bem, a maior parte do público procura se encontrar na leitura. Garotinhas querem se identificar com a personagem, ficar com a cara bonito no final. Garotos querem salvar o mundo como um grande guerreiro ou sei lá o que, sendo os melhores do próprio grupo. Isso ocorre com público de qualquer idade. É até lógico, nós gostamos de ler sobre coisas que nós gostamos, se a personagem tiver no mesmo mundo, é muito mais fácil existir semelhança.

Bem, o que ocorre no período "depois dos 18"? Faculdade, a "decisão de vida", começar a trabalhar. Muitas vezes acaba sendo tudo isso junto, você mesma falou sobre o tempo de férias. Só pra passar pro vestibular eu me afastei de tudo o que eu era "fã" e a maioria das minhas amigas na faculdade estudam tanto que mal tem tempo pra ler. Junte toda essa situção... "Ah, mas eu tenho tempo de ler, eu...". Aí entra a questão do dinheiro, a gente gosta de ler, a gente vai se esforçar pra conseguir ler algo. Então, que se dane, leia o que tiver por aí. É o número de vendas que importa, um adolescente comum mesmo que não goste muito de ler pode acabar pegando o livro, até por modinha. Agora um de 20 cheio de coisa pra fazer... Pegue a lista dos mais vendidos, a maioria atinge também um grupo de "não leitores", aqueles que não gostam tanto da leitura como você ou eu. Se você também for ver, a maioria dos temas pra adultos, também são do estilo "adulto ocioso".

A verdade é que os livros são vendidos pra quem não lê, porque quem gosta faz isso naturalmente, não precisa tanto ser atraído por uma propaganda ou estilo.

Victoria disse...

Como tenho menos de 18, ainda não posso dizer quais problemas eu irei ou não ter, ou com que vou me preocupar nessa idade, mais eu também não consigo entender, porque todos os autores(ou pelo menos a grande maioria) de YA acham que os únicos problemas que passamos quando temos 15 anos é "com que garoto eu vou namorar, ou se aquela vaca do primeiro ano tá saindo com o menino que eu gosto." Eu tenho 15 e não me preocupo com essas coisas(graças a Deus). Mais tbm vejo as outras meninas que parecem que querem ser como essas personagens. Adoraria que os autores se ligassem mais nas coisas sérias dessa idade ou mostrassem tbm a "crise dos 20"(?)
Queima Bela...rs
P.S:Adorei seu jeito de escrever ri até chorar.

Beli disse...

kkkk Sabe que já pensei nisso! Tenho 25, mas já tive os 20 que é uma fase terrivel de faculdade, de escolhas, etc. Em nenhum livro a mocinha está em uma faculdade, passando por dilemas refenrentes a essa idade...
É estranho ler uma histórinhas de uma meninas de 15 anos, com problemas tds parecidos... bla, bla, bla... chega uma hora que cansa a beleza! =/
Não sei o que se passa! =/

Adorei o post!!! E as imagens! rs

bjusss

Vicky Doretto disse...

ra me divirto muito com seus posts! Mas realmente concordo com você. Afinal, se os livros são YA, nada mais justo do que ter personagens mais 'adultos' porque o drama colegial já não se encaixa mais direito nessa 'categoria'.
Acho que as editoras ainda tem um longo caminho para perceber e investir mais nisso, mas a esperança é a ultima que morre... rs Até porque, o negócio do momento é entreter o consumidor adolescente 'recém' descoberto. Mas que eu adoraria encontrar um bom personagem com mais do que os meus 18 (e não apenas na mentalidade, mas fisicamente e todo o resto... kkk)... ah, como eu gostaria! rs

PS: team Peeta? Ah! E o Gale? *-* rs
BJão =^.^=

vanessa disse...

Posts assim sempre surge quando não tem resenha pra psostar UAHSUAHSU Eu to odiando todas as protagonistas ultimamente, muito bobonas. Mas eu só tenho 17 ainda, poxa, não sou tão velha pra isso .-. As protagonistas é que estão cada vez mais mal feitas, isso sim Q UAHSAUHSUAHS
Beijos, Vanessa.

Evellyn disse...

Huuu
mais uma vez amei seu post! Hahha ri mt... ainda mais pq tab me encontro nessa fase critica... foi perfeito o 'A verdade é que ter mais de 18 anos (e menos de 25) não é fácil! Os adolescentes te vêem como um adulto mais descolado que os adultos, enquanto que os adultos te vêem como um adolescente melhorado.' concordo, concordo!
Eu tb não entendo pq YA agoravirou livro com meninas de 16 anos... Na minha epoca isso era considerado livro teen ou infanto-juvenil até... Acho mesmo que Ya deveria ser vai, 18 - 26 pelo menos... rsrs
Adoro historias passadas no HS mas acho q isso não é YA... é teen... enfim, não trabalho nas editotas para categorizar isso... tsc
Acho q a unica prot que conheço YA mesmo é a Becky Bloom... rs
PS: Super me identifiquei com 'não consegui acabar o livro que estou lendo no momento e, portanto, não tenho resenha para postar' rsrs, ando numa ressaca lit...
bjos

Evellyn

DeFatto! disse...

YA é YA, não é adolesecente, oras! As pessoas precisam aprender o diferenciar os termos. E mais livros de personagens na nossa faixa, 18 a 25, é uma ótima pedida. Super apoiada!
E mesmo revolucionando, você continua muito engraçado, Leka!

Beijos, beijos
Zoe
Tês Lápis

Sora Seishin disse...

Leka, muito legal o post!
Eu estou MUITO mais perto dos 30 que dos 15, mas também nunca achei super importante ser a garota mais popular da escola quando tinha 15 anos.
Deve ser coisa de americano :P
Beijos

Carolina Lopes disse...

Concordo com vc, não me lembro de ver um livro centrado em pessoas de 20 e poucos anos ou coisa assim. E, pra falar a verdade, não me identificava muito com livros pra adolescentes nem quando tinha a idade das protagonistas... Tudo parecia muito distante do meu mundo, sei lá.
E ri litros com o texto =)

Mariana Paixão disse...

Ai, seus comentários são o máximo! IUSHAIUSHAUISHAUI me divirto muito! XD

Então, deixa eu parar pra pensar um pouco... Eu sou péssima pra argumentar alguma coisa porque eu quando leio algo não fico me atendo aos detalhes, relevo bastante coisa (seja isso bom ou ruim...)

Me deu um branco sobre os YAs e etc (odeeeeio quando eu não lembro o que eu preciso pra argumentar! ¬¬) mas eu lembro de já ter lido vários livros sobre mulheres de até 25 anos. Se bem que normalmente elas já tinham trabalho e praticamente moravam sozinha... Err, acho que não vale. Whatever.

De todo modo, acho válido o que você falou. Me faltam exemplos pra concordar ou discordar com mais clareza, mas realmente alguns (a maioria? não sei, não lembro) livros YA tem personagens que não se parecem de jeito nenhum com adolescentes - apesar de estarem no colégio.

Será que é um argumento válido pensar que o colégio daqui do Brasil é diferente do colégio dos EUA? Assim, pensando em todo o sistema educacional deles, de os alunos escolherem as matérias que desejam cursar de acordo com o que querem fazer do futuro e etc, talvez isso dê uma mentalidade diferente pra eles. Talvez os livros mostrem isso de uma maneira mais exagerada, mas enfim... Sei lá, quem sabe isso (e outros fatores desconhecidos por mim) deem uma mentalidade diferente...

(Acho que me enrolei toda, mas whatever...) =P

Juh** disse...

Super concordo!!
Tenho 24 anos e apesar de adorar YA as vezes fico pensando no porque as personagens tem sempre que ter 16 anos?? Sera que é pra gente poder visualizar aquela garota bem linda, com a pele de pêssego que não precisa trabalhar para pagar as contas? Deve ser rs...
Seria bom termos alguma protagonista na casa dos 20, mas acho bem dificil isso rolar.
Amei o texto super bem escrito e bem humorado.
beijocas
Livros e blablabla

Patrícia disse...

Super concordo com você.
Apesar de ter apenas 17 anos(faço 18 no final do mês), estou saturada de livros do ensino médio.
Uma das coisas que vejo agora quando eu vou ler um livro é a idade da personagem e se está escrito que ela tem 15 eu já fico com um pé atrás. Francamente, muita das coisas que elas passam é meio absurdo pra idade delas(alô! Eu poderia me incluir entre elas e nem pensei em fazer algumas coisas que elas fazem).
Realmente já percebi que muitas tem atitudes de garotas de 22 anos e tal. Adoraria que existisse mais livros de garotas na Universidade, o que vamos dizer a verdade, é um leque bem mais amplo pra você trabalhar do que jogar um personagem místico na história.

Parece que entrei no seu blog hoje pra me identificar, porque tava pensando exatamente nisso hoje! ^^
Adorei ele :D

Bjs :*

Patrícia disse...
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