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quinta-feira, 5 de outubro de 2017

TWISTED PALACE (THE ROYALS #03)




"De inimigos mortais a aliados inesperados, dois adolescentes tentam proteger tudo o que mais importa. Ella Harper encarou todos os desafios que a vida mandou em sua direção. Reed Royal tem um pavio curto e punhos rápidos. Com tudo e todos conspirando para mantê-los separados, Ella e Reed precisam encontrar uma forma de vencer a lei, salvar suas famílias e desvendar todos os segredos de seu palácio distorcido."



Ai. Que decepçãozinha para o meu coração cansado. 

Pausa dramática

Erin Watt, nós tinhamos começado tão bem. Por quê tinha que acabar assim, eu te pergunto, por quê? Você tinha tanto potencial para escrever uma espécie de Avenida Brasil da literatura YA, mas depois de um começo na liderança foi como se você nem tivesse atravessado a linha de chegada. Cada vez que a coisa parecia engrenar, era alarme falso. Galvão, não te julgo mais. Te entendi totalmente lendo esse livro.





Não, não foi dessa vez. De repente no próximo capítulo a coisa anda 
(spoiler alert: nope).

Twisted Palace sofre de todos os problemas de seu antecessor, Príncipe Partido (resenha aqui), embora com menos angústia juvenil, o que já o torna minimamente mais tolerável. Havia comentado na resenha do último volume que, para mim,a origem dos problemas pós livro de estréia foi o fato de que seu sucessor se levava a sério demais em algo que foi pensado para ser nonsense e diversão gratuita, sem muita substância ou verossimilhança por trás. Vejo o mesmo problema nesse último volume que encerra a trilogia de Ella. 



O livro, em teoria, deveria se sustentar em uma trama de mistério que as autoras não conseguem segurar. Eu estava dando zero importância para a resolução desse arco e olha que sou uma daquelas pessoas que assistem Discovery ID no domingo de manhã. Então, sim, esse é o tipo de coisa que prende minha atenção (não julgue). 


Eu, quando perguntada sobre meu grau de investimento emocional nos problemas das personagens deste livro.

No fim do dia e avaliando os três livros da série Royals, me parece que o forte das autoras  claramente é o cômico, o "slice of life" e a construção de diálogos ágeis e divertidos. Fora dessa zona de conforto, seja tentando explorar mais o drama (Príncipe Partido) ou construindo um mistério para a história girar em torno (Twisted Palace), elas se perdem.


Do livro dois em diante, terminei a série por inércia e para chegar ao livro que vai iniciar a trilogia de Easton (Fallen Heir), minha personagem favorita. Confesso, porém, que depois das decepções que foram Príncipe Partido e Twisted Palace, não estou exatamente otimista.


Se eu indico a série? O livro um, sim, mas apenas ele. Se lê-lo e não gostar, esqueça porque será ladeira abaixo. Se curtir, peque spoilers online dos livros dois e três e aguarde o livro do Easton. 


Narrativa: 2/5
Desenvolvimento das personagens: 1/5
Fator X: Fiquei feliz que finalmente acabou?
Avaliação Geral: 2/5 (e estou sendo generosa porque arredondei a nota).

Obs: Princesa de Papel e Príncipe Partido já estão disponíveis em português pela Essência.




domingo, 16 de abril de 2017

BROKEN PRINCE (THE ROYALS #2)

"Reed Royal tem tudo – aparência, status, dinheiro. Ele nunca se importou com ninguém além da sua família até Ella Harper aparecer em sua vida. Mas o que começou com ressentimento e a tentativa de fazer a vida da protegida do seu pai um inferno se transformou em outra coisa.Quando um erro tira Ella dos braços de Reed e traz caos à casa dos Royal, o mundo inteiro de Reed parece se despedaçar ao seu redor. Ella não o quer mais, diz que eles vão destruir um ao outro. Ella pode estar certa."



Meh.

Acho que essa é a melhor palavra para descrever o morno segundo livro da série Royals, o que é muito (muito muito) triste porque eu estava esperando DRAMA, RISADAS, EASTON, DRAMA e no fim das contas levei trezentas páginas que fariam Holdem Caulfield corar tamanha a quantidade de teen angst.



Teen angst. Definitivamente uma das coisas que eu mais detesto em livros com, bem, adolescentes.

Diferente do primeiro livro (que eu adorei e devorei rapidinho – resenha aqui), Broken Prince é lento, tem pouca coisa acontecendo até as últimas 20 páginas, muito mimimi e poucos momentos engraçados nonsense que transformaram seu predecessor numa obra tão fácil e divertida de ler. Aquela qualidade de novela mexicana engraçada e meio bizarra? Se foi. Talvez o problema aqui seja que Broken Prince se leva a sério demais em uma série na qual o trunfo parecia ser sua habilidade de, justamente, fazer o contrário disso.

Easton, a melhor personagem até aqui, faz aparições esporádicas. Reed, que nunca foi minha pessoa favorita, merece menos ainda os meus favores após ganhar um POV nesse livro. Callum, pelo amor de Deus, eu não consigo te entender homem – a motivação da personagem versus ações não conversam entre si. E Ella, por favor, para de reclamar amiga. Ou de querer doar sua herança.



Falando sobre POV, achei desnecessário intercalar Reed e Ella. Sou do tipo que prefere um POV único, salvo se houver uma justificativa extraordinária (ou muita qualidade na escrita), o que não é o caso. Não consigo entender o que ganhamos com essa alternância e Reed, honestamente, para mim tem o carisma de uma caixa de papelão.

Vou ler o terceiro livro da série, Twisted Palace, porque quero chegar no livro ainda não lançado que será protagonizado por Easton. Não fosse por isso, tenho minhas dúvidas se seguiria...talvez pelo cliffhanger no final? Por outro lado, boas histórias tem que se sustentar sem eles, não?

Narrativa: 1.5/5
Desenvolvimento das personagens: 2/5
Fator X: Continuar lendo para chegar no livro do Easton? *dá de ombros*


Avaliação Geral: 2/5


domingo, 2 de abril de 2017

PRINCESA DE PAPEL (THE ROYALS #1)

"Ella Harper é uma sobrevivente. Nunca conheceu o pai e passou a vida mudando de cidade em cidade com a mãe. Mas agora a mãe morreu e Ella está sozinha. É quando aparece Callum Royal, amigo do pai, que promete tirá-la da pobreza. A oferta parece tentadora: uma boa mesada, uma promessa de herança, uma nova vida na mansão dos Royal, onde passará a conviver com os cinco filhos de Callum. Ao chegar ao novo lar, Ella descobre que cada garoto Royal é mais atraente que o outro – e que todos a odeiam com todas as forças. Especialmente Reed. Ele diz que ela não pertence ao mundo dos Royal. E ele pode estar certo."

Você sabe que gostou muito de um livro quando ele acaba e você imediatamente compra a continuação e começa a ler feliz e satisfeita, agradecendo todos os deuses do universo por você viver em uma época na qual o Kindle existe e você pode fazer esse tipo de coisa sem tirar seu pijama. E é assim que eu apresento Princesa de Papel, o livro que você vai amar no melhor estilo guilty pleasure de quem assiste séries na MTV e sabe muito mais do que deveria sobre a vida das Kardashians (cof, cof).



A história é simples. Ella, garota orfã que tenta sobreviver após a morte da mãe e sem dinheiro, é encontrada por Callum Royal, que alega ser seu guardião legal após a morte do pai de Ella. A partir daí, Ella vai morar na casa de Callum e dos seus cinco filhos, Gideon, Reed, Easton (MELHOR PESSOA! #fangirling) e os gêmeos Sawyer e Sebastian. Os garotos Royal mandam e desmandam na escola em que frequentam, a exclusiva Astor Park, onde os chamados “decretos reais”  podem transformar uma pessoa na mais popular ou mais ostracizada da escola. Jogada em um mundo que não conhece, Ella se depara não só com a dificuldade em se ajustar, mas também com a determinação dos filhos de Callum em fazer da vida dela um inferno. Em especial de Reed, que está convencido que Ella tem uma agenda oculta e não passa de uma oportunista.

Princesa de Papel é um livro estranho. Deliciosamente estranho, “meu deus preciso continuar lendo todo esse drama e OMG eu amo e odeio metade das personagens ao mesmo tempo” estranho. Porque honestamente, é uma mistura de novela mexicana que passaria no SBT, Segundas Intenções e Hana Yori Dango. É perfeito. Como ninguém pensou nessa mistura de referências pop antes? Erin Wyatt, sua gênia. Te amo.


O livro é sim exagerado e exige de você o chamado suspension of belief (não consegui pensar em uma expressão em português que signifique a mesma coisa: basicamente parar de procurar verossimilhança e seguir a corrente) para curtir a trama. Vale a pena e, se você conseguir, espere muitas risadas e um livro devorado em uma noite. Princesa de Papel é diversão garantida. As próprias autoras reconhecem que o livro tem seus momentos "sem-noção" e deixam bem claro em várias entrevistas que era isso que elas queriam desde o começo. A série não vai ganhar nenhum Nobel da literatura, mas tudo bem. Nem todo livro precisa. Se você conseguir, de novo, entender que era esse o objetivo em nome da diversão, você vai gostar.

E sim, os Royals são todos disfuncionais e nem anos de terapia resolveriam todos os problemas daquela família. E, certo, Reed Royal é um idiota na maior parte das vezes e toda essa gente tem que parar de dizer a Ella o que ela pode ou não fazer porque esse negócio de macho alfa controlador é  muito século XIX (ou Christian Grey) e, gente, vamos superar isso. Além disso, todo mundo no universo de Astor Park parece governado única e exclusivamente por hormônios - o tempo todo (leia com a voz do garoto de O Sexto Sentido, por favor). 

Minha opinião sobre as personagens durante todo o livro.
E, aham, verdade, o relacionamento de Ella e Reed é zero, zero saudável. Também acho que, no contexto do livro, fazer a protagonista ser virgem foi uma oportunidade perdida de falar sobre empoderamento feminino (se ela não fosse, mudaria algo? Até porque 1/3 do livro é gente se pegando, vamos lá). E, totalmente concordo, por mais que o Reed tenha a cara de (coloca sua celebrity crush aqui), o fato da Ella ter um instacrush nele enquanto é tratada mal (para não dizer de forma abusiva) me dava vontade de dar uns tapas nela. O livro é, de novo, divertido, mas não dá para fingir que inexistem problemas. Para mim ainda assim valeu a experiência. E Ella é, apesar de tudo, uma heroína interessante, ainda que eu ache que ocasionalmente falte um pouco de cérebro (como no final do livro).

Eu li a versão em inglês, mas o primeiro volume da trilogia já foi publicado no Brasil pela Editora Planeta no começo do ano. Se se você não se importar em ler em inglês e não quiser esperar, a trilogia já foi inteiramente lançada nos Estados Unidos (um conhecimento intermediário do idioma é suficiente para leitura).

E, não dá para não comentar, sabe o que vai ser lançado esse ano? Um livro protagonizado inteiramente por Easton, a nova adição da minha lista de personagens ficcionais favoritos. Ele é o melhor dos Royals (eu sei que isso não é exatamente grande coisa), e, embora seja tão tão disfuncional quanto o resto da familia, é mais adorável que todo mundo somado. #FEELS

Narrativa: 4/5
Desenvolvimento das personagens: 3/5
Fator X: Hana Yori Dango + Geordie Shore + Segundas Intenções = Amo (mesmo que não faça sentido algum metade do tempo).
Avaliação Geral: 4/5